Modismo: com glúten ou sem glúten? Parecer Técnico CRN-3.

Glútem
A restrição de consumo de glúten vem sendo propagada como prática de
alimentação saudável ou medida terapêutica. No entanto, recomenda-
se aos nutricionistas a adoção das seguintes diretrizes para a restrição ao consumo de glúten:
1 – A recomendação indiscriminada para restrição ao consumo de glúten não encontra,
atualmente, respaldo na ciência da nutrição e está em desacordo com o Consenso
Brasileiro sobre Alergia Alimentar (2007);
2 – A recomendação de restrição ao consumo de glúten é consenso para os pacientes
com diagnóstico clínico confirmado de doença celíaca, de dermatite herpetiforme, ou
quando, eliminada a hipótese de doença celíaca, haja sinais clínicos evidenciados no
diagnóstico nutricional de sensibilidade ao glúten (também denominada como
intolerância ao glúten – não celíaca). Na alergia ao glúten proveniente do trigo,
(condição mediada por IgE), não há necessidade de se restringir todas as fontes de
glúten, mas somente o trigo e qualquer preparação que o contenha.
3 -A história clínica do paciente e o seu registro alimentar,podem identificar um alimento que seja possível causador da alergia (Consenso Brasileiro sobre Alergias Alimentares/ASBAL, 2008). Nesse caso, a eliminação durante algumas semanas de um
antígeno fortemente suspeito é geralmente usada na prática para auxiliar no
diagnóstico (Ferreira et al. 2007). Salientase que o diagnóstico nosológico é de
competência exclusiva do médico;
4-A adoção da conduta de restrição alimentar é justificável quando não for possível
diagnosticar, por meio de exames, que determinado alimento seja o causador da
alergia, ou quando houver demora no diagnóstico da doença.
5-A prescrição dietética é atribuição privativa do nutricionista, devendo estar
respaldada nas evidências científicas e respeitada a individualidade do paciente.
Documento em PDF:
Parecer Técnico CRN-3 no 10 de 2015 – Restrição ao Consumo de Glúten

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