Ecocardiograma Transtorácico

É uma técnica não invasiva, baseada na aplicação de ultrassons para o estudo da anatomia e função do coração.

 

Eco - 1

 

Através de equipamentos de ultrassons (ecocardiógrafos) e com a utilização de “sondas” (transdutores) que são encostadas no tórax,  é possível visualizar as cavidades cardíacas, as estruturas valvulares e os fluxos do sangue no interior do coração.

 

Eco-2

 

Esta tecnologia permite de forma simples e direta detectar e caracterizar as eventuais alterações cardiovasculares, para ajudar a decidir a melhor e mais adequada forma de tratamento.

 

Eco-4

 

Realização:

Com o paciente deitado, as estruturas do coração são analisadas em diferentes posições. O procedimento tem duração de aproximadamente 20 a 30 minutos (salvo exceções).

Indicações:

– Avaliação da função (“performance”) do ventrículo esquerdo, de dispneia (“falta de ar”), edema (“inchaço”) e das cardiomiopatias (“doenças do músculo do coração”);

– Nas doenças das valvas cardíacas, na investigação de sopros cardíacos” e na avaliação das próteses valvares (mecânicas ou biológicas);

– Em pacientes com dor no peito com suspeita de etiologia cardíaca, com diferenciação entre síndrome isquêmica aguda, pericardite, dissecção de aorta, estenose valvar aórtica, prolapso de valva mitral, cardiomiopatia hipertrófica e outras patologias extracardíacas, como tromboembolismo pulmonar, doenças do esôfago ou osteoneuropatias;

– Avaliar os efeitos da hipertensão arterial sistêmica sobre o coração;

– Na investigação dos eventos cardioembólicos, centrais ou periféricos;

– Na avaliação da hipertensão no tromboembolismo pulmonar e em doenças pulmonares;

– Investigação de substratos anatômicos para arritmias e síncope;

– Detecção e massas e tumores intracardíacos.

– Investigação de doenças do pericárdio.

– Investigação de doenças da aorta torácica, da artéria pulmonar e das veias cavas e pulmonares;

– Investigação e acompanhamento das cardiopatias congênitas;

– Nos pacientes criticamente enfermos ou politraumatizados.

– Rotina cardiológica em pacientes assintomáticos, porém sob situações especiais, como gravidez ou atividade atlética de alta performance.

– Nas doenças sistêmicas ou de terapêuticas com envolvimento cardíaco (exemplo: Quimioterapia);

– No seguimento evolutivo dessas doenças ou avaliação do efeito de medidas terapêuticas;

– Monitorização cardíaca durante procedimentos invasivos (por exemplo: biópsia miocárdica).

 

Contraindicação:

Não há relatos de efeitos adversos decorrentes do uso de ultrassom para fins diagnósticos.

 

Limitações do exame

Em pacientes que apresentem:

– Limitação de janela acústica por interposição de ar ou tecidos (enfisema subcutâneo, doença pulmonar obstrutiva periférica (DPOC), obesidade, prótese mamária, entre outras).

– Limitação de acesso ao tórax (curativos, feridas cirúrgicas, drenos, entre outros). A presença de líquidos (por exemplo: derrame pleural ou pericárdico) não costuma prejudicar a imagem devido ao meio líquido ser facilitador da transmissão do ultrassom.

 

Preparo:

– Não é necessária nenhuma preparação antes do exame em adultos.

– Em crianças, jejum oral de 4 a 6 horas, caso seja necessária sedação para evitar agitação e permitir visualização mais adequada das estruturas cardíacas.

 

Mauro Passos

Cardiologista / Ecocardiografista

CRM: 9733-GO / 12811-DF

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