Pietà de Michelangelo, Basílica de São Pedro, Vaticano.

Pietá. Basília de São Pedro, Vaticano, Maio de 2015. Nikon D7100(1)_resized (3)

Foto: Mauro Passos (Nikon D5100). Pietà de Michelangelo, Basílica de São Pedro, Vaticano.

Pietà representa a figura isolada da Virgem Maria, que tem nos braços o corpo de Cristo, logo após a retirada da cruz. Possui um incrível panejamento de vestes, com um efeito translúcido, causado pelo efeito da sombra sob a figura.

Uma Pietà (italiano para Piedade) é um tema da arte cristã em que é representada a Virgem Maria com o corpo morto de Jesus nos braços, após a crucificação. Associa-se assim às invocações de Nossa Senhora da Piedade e Nossa Senhora das Dores.

O que chama mais a atenção na obra é a fisionomia extremamente jovem e calma da Virgem Maria. Possivelmente a mulher representa toda a humanidade, e Michelangelo talvez tenha se inspirado no trecho da “Divina Comédia”, de Dante Alighieri, no trecho do Paraíso, XXXIII, I-2: “Virgem Mãe, filha do teu filho” (ALIGHIERI, 2004, p. 518). Na figura do Cristo, não se observa uma representação da morte, mas sim a fisionomia de um homem abandonado, mas sereno.

“A mão direita da madona, que sustenta com força o corpo inerte, tem os dedos abertos, evidenciando as costelas do Cristo. O braço direito deste, por sua vez, aponta para o achado. Por fim, a pista mais eloquente: a faixa em que Michelangelo esculpiu o próprio nome passa por cima da estrutura anatômica. […] O achado está contido em uma forma triangular na porção inferior da escultura. Um dos lados desse triângulo é formado pelo dorso, a região glútea e a coxa direita de Jesus. A panturrilha e o pé direito deste compõem o segundo lado. O terceiro é constituído por uma linha sobre o mando da Virgem, um pouco arqueada, que começa nos pés do Cristo e se eleva até a extremidade esquerda da estátua. Nesse ‘triângulo’ encontra-se a representação do corte frontal do hemitórax direito. Abaixo do pé direito de Jesus se observam, nas dobras do manto, duas costelas seccionadas”.(por BARRETO; OLIVEIRA (2004, p.187, 189, 191):

Michelangelo achava que, entre todas as artes, a mais próxima de Deus era a escultura. Deus havia criado a vida a partir do barro, e o escultor libertava a beleza da pedra. Segundo ele, sua técnica consistia em ‘libertar a figura do mármore que a aprisiona’. Enquanto outros escultores adicionavam pedaços de mármore para disfarçar seus erros, Michelangelo fazia suas esculturas num bloco único.

Michelangelo Buonarroti foi conhecedor de todas as artes, desde a pintura, a arquitetura, a escultura e até a poesia. Suas figuras são contorcidas, atormentadas, sofridas e expostas com grande carga dramática.

Fone: Pietà – Michelangelo (1949)

 

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